quinta-feira, 21 de março de 2013

Meu Pai...

Ele era o meu herói. Não daqueles que usam capas protetoras ou que têm força física suficientes para levantar um trem em movimento. Seus poderes eram a simplicidade, a voz mansa, a honestidade, a perseverança e o riso fácil. Repetia aos filhos, diariamente, que o estudo é a maior forma de libertação que o ser humano pode ter. Foi com ele que aprendi a sempre buscar o senso de justiça de tudo aquilo de que eu fosse parte. Por meio de seus ensinamentos, passei a compreender que, independentemente da situação, tudo pode ser analisado, no mínimo, sob duas perspectivas...

Meu pai tinha uma forma de me fazer acreditar que “tudo vai dar certo” como nunca vi igual. E eu acreditava, piamente, todas as vezes, simplesmente porque sempre dava certo mesmo... Ele era o meu porto seguro. A confiança que eu tinha nele me fazia ter forças para jamais desistir dos meus objetivos. Seu jeito introvertido e brincalhão (percebi, por meio dele, que não são adjetivos conflitantes) ajudava-me a desatar os pequenos nós que iam se apresentando na minha caminhada...

E tudo o que mais precisava nesse instante era que ele me fizesse acreditar que tudo vai dar certo...

Hoje não é “Dia dos Pais” nem completa ano de seu aniversário ou de sua passagem para a vida eterna, mas sinto uma saudade gigantesca do meu herói da vida real...

E agora, José”?

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