quarta-feira, 12 de junho de 2013

Ana Jácomo...


          O primeiro blog que me prendeu os olhos foi o de uma poetisa chamada Ana Jácomo. Eu sou absolutamente encantada por seus escritos, que me tocam a alma da forma mais profunda possível... 

          Em uma certa altura da minha vida, os dois sites que eu visitava, ao acordar, quase mesmo antes de abrir os olhos, eram “Diário Oficial da União” e “Cheiro de flor quando ri”. Mergulhar, logo cedinho, no mundo de "anajacomo.blogspot.com" alimentava de poesia todo o meu dia...

          Infelizmente, o “Cheiro de Flor quando ri” foi desativado. No twitter, a antepenúltima mensagem de @Ana_Jacomo , datada de 24 de novembro de 2011, foi endereçada a mim, o que me dá uma pontinha de alegria por saber que minha admiração pelo seu trabalho foi por ela conhecida. De toda forma, essa ausência demorada de Ana Jácomo faz-me sentir uma verdadeira “órfã virtual”... 

          E hoje, no “Dia dos Namorados”, selecionei uma de suas lindezas para postar aqui no blog, nesse meu cantinho de recordações... 


         Se você ama, diga que ama. Não tem essa de não precisar dizer porque o outro já sabe. Se sabe, maravilha… mas esse é um conhecimento que nunca está concluído. Pede inúmeras e ternas atualizações. Economizar amor é avareza. Coisa de quem funciona na freqüência da escassez. De quem tem medo de gastar sentimento e lhe faltar depois. É terrível viver contando moedinhas de afeto. Há amor suficiente no universo. Pra todo mundo. Não perdemos quando damos: ganhamos junto. Quanto mais a gente faz o amor circular, mas amor a gente tem. Não é lorota. Basta sentir nas interações do dia-a-dia, esse nosso caderno de exercícios. 

          Se você ama, diga que ama. A gente pode sentir que é amado, mas sempre gosta de ouvir e ouvir e ouvir. É música de qualidade. Tão melodiosa, que muitas vezes, mesmo sem conseguir externar, sentimos uma vontade imensa de pedir: diz de novo? Dizer não dói, não arranca pedaço, requer poucas palavras e pode caber no intervalo entre uma inspiração e outra, sem brecha para se encontrar esconderijo na justificativa de falta de tempo. Sim, dizer, em alguns casos, pode exigir entendimentos prévios com o orgulho, com a bobagem do só-digo-se-o-outro-disser, com a coragem de dissolver uma camada e outra dessas defesas que a gente cria ao longo do caminho e quando percebe mais parecem uma muralha. Essas coisas que, no fim das contas, só servem para nos afastar da vida. De nós mesmos. Do amor. 

          Se você ama, diga que ama. Diga o seu conforto por saber que aquela vida e a sua vida se olham amorosamente e têm um lugar de encontro. Diga a sua gratidão. O seu contentamento. A festa que acontece em você toda vez que lembra que o outro existe. E se for muito difícil dizer com palavras, diga de outras maneiras que também possam ser ouvidas. Prepare surpresas. Borde delicadezas no tecido às vezes áspero das horas. Reinaugure gestos de companheirismo. Mas não deixe para depois. Depois é um tempo sempre duvidoso. Depois é distante daqui. Depois é sei lá…”.  (Ana Jácomo)


         Em tempo: meu coração hoje transborda de Felicidade! E é uma dádiva ter junto à sua vida uma vida que te alegra e inspira a todo momento...

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