segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Contradição...


Será mesmo que “não existe o amor, apenas provas de amor”?
Dias desses, ao ouvir a música dos Titãs, fiquei um bom tempo a refletir sobre o que, de fato, há. Muito espontaneamente, minha predileção veio à tona...
Quando se ama, demonstrar o que se sente é das tarefas mais simples possíveis. Pode ser desde levar um copo com água até o quarto em que o amor está estudando até percorrer 700 quilômetros no “vai em um dia e volta no outro” só pra ver, à sua frente, aquele sorriso que te faz palpitar o coração. Mas, isso é tão natural que não traz consigo o peso intrínseco à palavra “prova”.
Por outro lado, quando não se ama de verdade, parece que a principal preocupação é encontrar algum modo (público, de preferência) de fazer com que se acredite que a “prova de amor” se sobrepõe ao sentimento. Algo como um “olha só como eu te amo: fiz isso por você”. 
Típica insegurança? Acerto de contas? Cobrança implícita? Não sei... Mas, se o ser amado precisa de prova (s) para acreditar que o é, creio que a resposta já está dada.
Apesar de a transitividade do verbo amar exigir um complemento, na vida real, a regra da gramática não faz lei. Ama-se. E basta. 
Proponho, pois, a inversão da ordem na canção. Afinal, não existe prova de amor; existe o amor.

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