domingo, 9 de agosto de 2015

Relembranças...

Há dezesseis anos, o Dia dos Pais tem um significado diferente pra mim.
No início, eu fazia de conta que não sentia, fingia que era uma data normal e tentava vivê-la despretensiosamente. Com o tempo, todo aquele sentimento sufocado transformou-se em isolamento. E hoje, espero, com angústia, que esses oitenta e seis mil e quatrocentos segundos passem velozmente.
Perder um pai tão carinhoso, generoso e responsável deixou-me não somente órfã. Há dezesseis anos, vivo com metade das minhas forças, metade da minha alegria e metade dos meus sonhos...

                        (DIAS, Milton. Relembranças. Fortaleza: Ed. UFC, 1985.)


Nenhum comentário:

Postar um comentário